Ufersa disponibiliza conhecimento científico para produção de alho na região Oeste

Foto: Eduardo Mendonça

Da Assecom/Ufersa

Produzir um alho de qualidade proporcionando incentivos para pequenos agricultores familiares do município de São Miguel, na Região do Alto Oeste Potiguar. A iniciativa é do Grupo S.Gagro e conta com a parceria da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, por meio do Projeto de Pesquisa “Desenvolvimento da Cultura do alho e produção de alho-semente livre de vírus na região serrana do Rio Grande do Norte”, realizado em conjunto com a Embrapa Hortaliça e SEBRAE. A ideia é aumentar a produção da hortaliça para o beneficiamento de um alho nobre com maior valor de mercado.

A Ufersa disponibiliza o conhecimento científico com a participação de professores doutores e estudantes de graduação e pós-graduação. “A parceria com o grupo possibilita o acompanhamento técnico-científico”, afirmou o professor Leilson Grangeiro, que assumiu a coordenação do projeto de pesquisa iniciada pela professora Maria Zuleide de Negreiros que se aposentou.

O trabalho de pesquisa prosseguirá até 2023 e o professor Leilson adianta que a parceria vai além do acompanhamento técnico em campo uma vez que vários estudos serão desenvolvidos no decorrer dos próximos três anos. São análises de solos, manejos, irrigação, plantio de novas variedades, testes com novos implementos, análises de colheita e pós-colheita, entre outros experimentos que influenciam na produção da cultura. A meta é a Universidade contribuir para transformar a região serrana no polo do alho norte-rio-grandense. Outro experimento semelhante acontece no município de Portalegre, localizando também no Alto Oeste do Estado.

No que depender da gestão da Universidade todo o apoio será dado. A garantia partiu da reitora, professora Ludimilla Oliveira, que foi acompanhar in loco a participação da Ufersa no Projeto em andamento em São Miguel. “Somos a instituição que dispõe do conhecimento técnico e temos total interesse nessa parceria que tem como objetivo o crescimento social e econômico da região”, afirmou. A professora ressaltou ainda o valor social do projeto que se preocupa com os pequenos produtores que vão ter o acesso a uma cultura altamente rendável. Atualmente, o preço do quilo do alho nobre custa em torno de R$ 20,00.

INÍCIO – Depois de algumas iniciativas com uva e gado leiteiro, foi o potencial produtivo do alho que levou a empresa investir na produção da hortaliça. Segundo a administradora da S.Gagro, Daiana Carvalho, a cultura trouxe a perspectiva para o grupo trabalhar com mais amplitude o compromisso social da empresa. “Uma pequena área cultivada pode ser muito produtiva para os agricultores familiares dessa região que oferece todas as condições favoráveis para o cultivo do alho”, pontuou. Outras vantagens estão relacionadas ao ciclo curto da cultura, de apenas três meses, e o valor de mercado que é bem mais alto que de outras hortaliças.

Daiana frisa que o objetivo da empresa é levar o alho para agricultura familiar. “Queremos criar mais uma alternativa de renda na região serrana do Rio Grande do Norte uma vez que já foi comprovada a viabilidade para a produção”, afirmou. Como um exemplo que deu certo, a administradora cita o Estado do Piauí que possui atualmente 22 municípios produzindo alho de boa qualidade.

Atualmente, a empresa conta de forma experimental com 12 unidades de produção junto a pequenos agricultores. “Entendemos que essa parceria com a Ufersa como uma  grande oportunidade para o desenvolvimento da cultura do alho e também mais uma alternativa para a agricultura da região. Temos todo o interesse em ceder a nossa estrutura para os pesquisadores da Universidade criando força para que surjam novos produtores”, afirmou.

A meta do grupo é criar um centro de beneficiamento de alho nobre para a exportação. Atualmente, o experimento conta com 3 hectares plantados que devem ser colhidos no próximo mês de agosto, com resultados satisfatórios. Para 2022, o intuito é ampliar a área cultivada para 10 hectares. Paralelo com o alho, a empresa pretende investir no cultivo da pimenta do reino que também já apresentou resultados positivos na fazenda e iniciar com a apicultura.

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