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Papa Leão XIV publica sua primeira encíclica com temática sobre inteligência artificial e dignidade humana

 

O Papa Leão XIV publicou, hoje dia 25 de maio, sua primeira encíclica, intitulada Magnifica humanitas. O documento aborda “a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” e marca o início do magistério social do novo pontífice diante dos desafios tecnológicos contemporâneos.

A encíclica foi assinada em 15 de maio, data que recorda os 135 anos da publicação da histórica Rerum Novarum, promulgada pelo Papa Leão XIII em 1891. O texto é considerado um marco da Doutrina Social da Igreja por tratar das questões sociais e do mundo do trabalho durante a Revolução Industrial.

A apresentação oficial de Magnifica humanitas acontece no mesmo dia da publicação, no Salão Novo do Sínodo, no Vaticano, com a presença do Papa. Participam da apresentação representantes da Igreja e especialistas ligados à ética, teologia e inteligência artificial.

A publicação da encíclica insere a Igreja no debate contemporâneo sobre os impactos éticos, sociais e humanos das novas tecnologias, especialmente diante do avanço da inteligência artificial. O tema vem sendo tratado com frequência pelo Vaticano nos últimos anos, sobretudo em relação à dignidade humana, à proteção da vida e ao uso responsável da tecnologia na sociedade contemporânea.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).

 

Texto completo da “Magnifica humanitas” no site Vaticano

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