Foto: Reprodução

MOSSORÓ

Hospital Regional Tarcísio Maia realiza terceira captação de órgãos para transplante de 2026

Um gesto de solidariedade transformou a dor de uma família em esperança para pacientes que aguardam por um transplante. O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, realizou, nesta quinta-feira (16), a terceira captação de órgãos para transplantes deste ano. Foram captados coração, fígado, rins e córneas, possibilitando que cinco pessoas tenham uma nova oportunidade de vida.

O procedimento mobilizou equipes da Central Estadual de Transplantes, profissionais do Hospital Regional Tarcísio Maia e uma equipe especializada de Fortaleza, além de cardiologistas do Hospital Rio Grande. O doador foi um homem vítima de traumatismo cranioencefálico após um acidente de motocicleta.

Entre os órgãos captados, o coração seguiu para um paciente de 67 anos, atualmente o único inscrito na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte à espera de um transplante cardíaco. O fígado e os dois rins também foram destinados a pacientes que aguardavam na fila de transplantes, enquanto as córneas devolverão a visão a outras pessoas.

A captação do coração contou com o apoio do helicóptero Potiguar 02, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), garantindo agilidade no transporte e aumentando as chances de sucesso do transplante.

Para o médico Ayrton Lopes, integrante da equipe de captação de Fortaleza, a doação representa uma nova oportunidade para quem espera por um órgão.

“Esse trabalho é de suma importância porque a gente tem na nossa cidade e no nosso país uma fila de transplante onde o número de pacientes suplanta absurdamente o número de doações. Muitas vezes existem potenciais doadores aptos, mas a família ainda não consegue compreender a importância desse gesto para a sociedade e para quem está na fila, sofrendo e dependendo desse transplante para continuar vivendo. Hoje, Mossoró proporciona uma nova chance de recomeço para esses pacientes, e isso é fundamental”, destacou.

O Hospital Regional Tarcísio Maia se tornou referência no processo de doação de órgãos no interior do Rio Grande do Norte. Além da estrutura hospitalar, o sucesso da operação depende da integração entre equipes médicas, da logística para o transporte dos órgãos e, principalmente, da decisão da família em autorizar a doação.

A assistente social do HRTM, Thelma Belém, ressaltou que uma captação de órgãos é resultado de um trabalho conjunto que envolve profissionais de diversas áreas e, sobretudo, a sensibilidade da família do doador em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

“Essa equipe toda se une nessa doação para dar oportunidade a outras pessoas que estão nessa fila de transplante. É muito gratificante esse trabalho, lembrando que só é possível com o consentimento de uma família. Inclusive, aproveito o momento para agradecer a essa família e às outras famílias que disseram sim para a doação de órgãos. Não é fácil. É justamente naquele momento difícil que você vai ter que decidir ser solidário com outras pessoas que também estão em uma fila de espera. Naquele momento da dor da perda, aquela família foi solidária, pensou no outro e disse sim para a doação de órgãos”, ressaltou.

Thelma Belém também reforçou a importância de que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de serem doadoras de órgãos. No Brasil, a doação somente acontece mediante autorização da família, tornando esse diálogo fundamental para que mais vidas possam ser salvas.

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