O custo da cesta básica voltou a subir no Rio Grande do Norte em abril e aumentou a pressão sobre o orçamento das famílias potiguares. De acordo com o Índice Cesta Básica Essencial (ICBE), monitorado pelo Laboratório de Engenharia Econômica da UFERSA (Lecon), a alta média foi de 4,2% no mês, puxada principalmente pelo aumento no preço do tomate.
O produto foi o principal responsável pela elevação dos custos devido ao período de entressafra, que reduziu a oferta no mercado. Além do tomate, itens como arroz e leite também apresentaram reajustes expressivos, influenciados pela menor disponibilidade de produtos e pela retenção de estoques por parte dos produtores.
Entre os municípios analisados, Caraúbas registrou a cesta básica mais cara da região, alcançando R$ 615 após uma alta de 6,7%. Em seguida aparecem Mossoró, com custo de R$ 609,99, e Pau dos Ferros, onde a cesta chegou a R$ 587,27. Nas duas cidades, o aumento superou 5,9% no período.
Angicos foi a única cidade a apresentar redução no índice, com queda de 0,8%, encerrando abril com a cesta básica cotada em R$ 555,11. Apesar do recuo mensal, o município ainda acumula inflação no indicador ao longo do ano.
Segundo o levantamento, o cenário nacional ajuda a explicar as variações observadas nos preços. Produtos como café e farinha apresentaram redução e aliviaram parcialmente os gastos das famílias. Em contrapartida, a carne bovina e os derivados do leite seguem pressionados pela demanda externa e pelo ciclo produtivo, mantendo os preços em patamares elevados.
O ICBE é desenvolvido pelo Lecon/Ufersa e coordenado por professores responsáveis em cada campus da universidade. Em Mossoró, o acompanhamento é realizado pelos professores Thiago Costa Carvalho e Cristiane de Mesquita Tabosa. Em Angicos, a coordenação é do professor José Alderir; em Caraúbas, do professor Fabiano Dantas; e, em Pau dos Ferros, o índice também é monitorado por equipe local da instituição.
Fonte- UFERSA
