A fruticultura potiguar iniciou a safra de 2026 em ritmo de crecimento de volumes. Somente no mês de abril, as exportações de melão produzidos no Rio Grande do Norte movimentaram cerca de R$ 4,5 milhões, número considerado acima da média histórica para o período e que reforça a expectativa positiva do setor para o mercado internacional este ano.
Os números são impulsionadas principalmente pela consolidação do mercado europeu e pela retomada gradual de negociações com outros países consumidores. A avaliação é do presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex), Fábio Queiroga.
Segundo ele, os números registrados neste início de safra já demonstram um cenário positivo para o setor. “A safra de melão vem aumentando ano após ano. Inclusive, nesse momento de entresafra, tivemos informações de exportação na ordem de R$ 4,5 milhões referente a melões no mês de abril. Esse volume é bem superior ao que se observava em anos anteriores”, destacou.
De acordo com Fábio Queiroga, tradicionalmente o período da quadra chuvosa não apresenta grande dinâmica de vendas para o mercado externo. Mesmo assim, os números atuais apontam para um fortalecimento contínuo da fruticultura potiguar, especialmente após o crescimento registrado no período pós-pandemia.
O presidente do Coex ressaltou ainda que a Europa segue como principal destino do melão potiguar, mas outros mercados também vêm ampliando a demanda, como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. “Esses números consolidam um mercado cada vez mais pujante de melões para o mercado europeu em especial, mas não só Europa. Também para o Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, entre outros”, afirmou.
Para 2026, a expectativa do setor é ampliar ainda mais os volumes exportados, principalmente para os países europeus. O segmento também espera uma retomada mais significativa das exportações para os Estados Unidos, que em 2025 tiveram desempenho tímido devido aos impactos de tarifas comerciais.
“Esperamos que 2026 seja outro ano de crescimento de volumes para o mercado europeu em especial. E esperamos retomada de exportações para os Estados Unidos, coisa que em 2025 foi bastante tímida por consequência dos tarifaços”, concluiu.