Moradores da comunidade Piquiri, localizada as margens da BR-110, entre Mossoró e Areia Branca, realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (19). Os manifestantes cobram do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a instalação de equipamentos de fiscalização eletrônica para controlar a velocidade dos veículos e reduzir o número de acidentes registrados com frequencia no local.
Segundo os moradores, a mobilização foi motivada pela ocorrência de vários acidentes no trecho, onde os veículos trafegam em alta velocidade, colocando em risco a segurança de quem vive nas proximidades da rodovia.
O morador Marcos explicou que a comunidade decidiu protestar após sucessivos acidentes e cobrou a reinstalação do equipamento que existia no local.
“A comunidade está revoltada devido a vários acidentes que aconteceram aqui. Existia um redutor de velocidade no Piquiri, mas retiraram. Os carros passam muito rápido e não respeitam a frente das casas dos moradores”, relatou.
Marcos também destacou a preocupação com a velocidade dos veículos e afirmou que o objetivo da mobilização é garantir mais segurança para a população.
“A comunidade não quer brigar, não quer bater em ninguém. A comunidade só quer o seu direito e que coloquem de novo o redutor de velocidade, para esses carros diminuírem”, afirmou.
Ainda segundo o morador, o trecho já registrou acidentes graves, inclusive com vítimas fatais. Ele citou ocorrências envolvendo veículos que trafegavam a mais de 100 quilômetros por hora.
Durante o protesto, pneus foram queimados e a rodovia ficou completamente interditada nos dois sentidos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada por volta das 6h e, ao chegar ao local, iniciou o diálogo com os manifestantes. Segundo o policial rodoviário federal Lúcio Neto Alencar, a mobilização ocorreu de forma pacífica.
“Ao chegar ao local, a gente já se deparou com a via completamente interditada e deu início ao trabalho de conversa com os manifestantes. A manifestação estava pacífica, conseguimos dialogar e saber o que eles estavam pleiteando”, relatou o policial.
De acordo com Lúcio Neto Alencar, a principal reivindicação da comunidade é a instalação de redutores de velocidade para aumentar a segurança de quem trafega pelo trecho.
A PRF também iniciou articulações com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para viabilizar uma reunião entre o órgão federal e representantes da comunidade.
“A PRF, através da gestão da delegacia de Mossoró, está em contato com a gestão do DNIT para marcar uma reunião com a liderança dessa comunidade, para que eles possam sentar à mesa e conversar”, explicou.
O Corpo de Bombeiros de Mossoró também atuou na ocorrência, auxiliando na extinção do fogo e na desobstrução da pista.
“Com essa conversa, conseguimos fazer a liberação completa da via, com a ajuda dos colegas do Corpo de Bombeiros de Mossoró, que ajudaram a desobstruir a pista e apagar o incêndio”, afirmou Lúcio Neto Alencar.
Ainda conforme o policial rodoviário federal, o bloqueio provocou um congestionamento de aproximadamente um quilômetro nos dois sentidos da rodovia.
Até o momento, não há confirmação sobre a data da reunião com o DNIT nem sobre a previsão de instalação dos equipamentos reivindicados pela comunidade.
