A retomada dos voos comerciais da Azul Linhas Aéreas para o Aeroporto Governador Dix-sept Rosado, prevista para o mês de setembro, representa um marco para o desenvolvimento econômico do interior do Rio Grande do Norte. Após anos sem operações regulares, a reconexão aérea de Mossoró recoloca a segunda maior cidade do estado no mapa da aviação comercial brasileira, fortalecendo o turismo, o comércio, a indústria, os serviços e a atração de novos investimentos para toda a região Oeste.
Com o objetivo de apresentar a nova operação e construir, de forma conjunta, estratégias para garantir a sustentabilidade da rota, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), a Secretaria de Estado do Turismo (SETUR), a Empresa Potiguar de Promoção Turística (EMPROTUR), em parceria com a Azul Linhas Aéreas, promovem uma reunião com empresários, entidades representativas e lideranças do setor produtivo.
O encontro será realizado na próxima sexta-feira, 31 de julho, às 9h, na Casa da Indústria do Oeste Potiguar “Industrial Francisco Vilmar Pereira”, em Mossoró.
A iniciativa busca fortalecer o engajamento das instituições e das empresas da região para consolidar a nova ligação aérea, ampliando a ocupação dos voos e demonstrando o potencial econômico do interior potiguar.
Desenvolvimento para quatro grandes regiões
A retomada dos voos beneficia diretamente uma área de influência formada por mais de um milhão de habitantes, tendo Mossoró como principal polo econômico, que somada a outros 25 municípios da região são responsáveis por 40% da riqueza gerada no Rio Grande do Norte. Além da capital do Oeste, a operação aérea atenderá municípios da Costa Branca, da Chapada do Apodi, do Alto Oeste Potiguar e do Vale do Açu, regiões que concentram importantes atividades econômicas e possuem forte integração comercial.
Na Costa Branca, a conectividade aérea fortalece o turismo de sol e praia, amplia o acesso aos destinos litorâneos e impulsiona atividades ligadas ao sal marinho, ao petróleo, hidrogênio verde, à pesca, à carcinicultura e à energia eólica e solar.
Na Chapada do Apodi, a nova rota favorece o agronegócio, especialmente a fruticultura irrigada, aproximando produtores, investidores e mercados consumidores, além de facilitar a logística de negócios e impulsionar a recém-criada Rota das Cavernas.
Para o Alto Oeste Potiguar, a retomada representa uma importante porta de entrada para visitantes, investidores e profissionais, reduzindo distâncias e fortalecendo o comércio regional, a prestação de serviços e o turismo de eventos dando destaque ao Festival de Café, Festival Gastronômico de Martins e a Finecap de Pau dos Ferros.
Já o Vale do Açu, referência também na produção de petróleo em terra, energia, agricultura irrigada e fruticultura, ganha mais competitividade ao contar com um acesso aéreo regional mais próximo, facilitando deslocamentos corporativos e ampliando oportunidades de investimentos.
Turismo e negócios caminham juntos
A retomada dos voos também fortalece o turismo regional ao facilitar o acesso de visitantes aos diversos atrativos do Oeste Potiguar. Entre eles estão as praias e falésias da Costa Branca, o turismo de aventura, o ecoturismo, o turismo religioso, o turismo de negócios e eventos, além das experiências ligadas à gastronomia, cultura e patrimônio histórico.
Para o setor empresarial, a nova operação reduz o tempo de deslocamento de executivos, investidores e profissionais, melhora o ambiente de negócios e amplia a competitividade das empresas instaladas na região.
A expectativa é que a ligação aérea contribua para a geração de empregos, aumento do fluxo turístico, fortalecimento da cadeia produtiva e ampliação da circulação de renda em dezenas de municípios do interior potiguar.
Mais do que restabelecer uma rota aérea, a iniciativa representa um passo estratégico para integrar o Oeste do Rio Grande do Norte aos principais centros econômicos do país, promovendo desenvolvimento regional, atração de investimentos e novas oportunidades para toda a população.
